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.30 Setembro 2007.

Então que não vai ter a continuação do texto anterior. Na verdade nem o blog vai continuar. Eu ando muito sem vontade de escrever, sem muita inspiração, sem saco mesmo sabe?Pois é, quem sabe um dia eu volto, com outro layout, com outro título, com outra cabeça. Mas o Cosmopolitan Girl está fechando as portas e eu agradeço de coração a todas as pessoas que sempre me visitaram, algumas em especial passaram de simples amigas virtuais para amigas reais e eu fico muito feliz por isso. Os amigos de mais longe, don’t worry, eu sempre estarei lendo vocês. E como disse, quem sabe, um dia eu até volte. Mas por enquanto eu preciso de um time, eu preciso de mudanças.

Beijos carinhosos em todos....e qualquer coisa...meu Orkut e meu e-mail estão ali no link de contatos.

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos"

[Fernando Pessoa]

.27 Setembro 2007.

No dia que te conheci, tal foi a sintonia que sem que a gente percebesse o sol tomou o lugar da lua. E foi tudo tão perfeito que agora todas as noites parecem ridiculamente chatas e sem graça quando não estou com você. Te abri uma fresta do meu coração e de mansinho um portão inteiro de emoções, desejos e sentimentos foi se abrindo de uma forma que não consigo e nem quero mais fechar. Seria estranho demais se eu disser que antes mesmo de você chegar eu já sentia saudades suas?Eu seria exageradamente romântica aos seus olhos se dissesse que a minha vontade é passar o resto da vida te acompanhando nas compras do supermercado?Eu quero isso e muito mais.Quero banhar no mar com você, olhar as constelações do nosso céu deitada na areia branca da praia de mãos dadas contigo e falar das coisas malucas que existem e que eu não entendo. Como essa de ser impossível não me apaixonar por você.Quero abrigar meus sonhos na sua vida e te escrever textos de amor como pedido de desculpas quando ficar insuportavelmente chata nos períodos de TPM. Quero surpresas boas como aquele dia que você cantou pra mim e uma nova trilha sonora surgiu pra embalar meus pensamentos quando eles estão em você. Quero te fazer feliz ao te ligar no meio tarde só pra dizer que meu mundo inteiro ficou melhor quando você apareceu. Você ficaria feliz?Eu te faria feliz?

[To be continued...]

.06 Setembro 2007.

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(por Ailin Aleixo)
"O que você precisa ter para ser amado?
Durante muito tempo acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Ficava enfeitiçada com citações, elucubrações e teses. Mas não era. De nada adianta um perito em física nuclear, se ele não rir das pequenas besteiras que faz, se não souber aproveitar um sábado quente simplesmente não fazendo nada (e curtindo o ócio), se virar um psicopata quando alguém o fecha no trânsito. Então saquei: bom humor era o que mais me atraía.
Sempre achei delicioso estar com alguém que não vê o mundo como uma grande e monstruosa boca cheia de dentes prestes a mastigá-lo, que vive sem arrastar correntes, faz de tudo uma possível piada. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, tudo o que quero é alguém que me escute e diga algo que me conforte a alma. E, nesses momentos, o pior que pode acontecer é ser levada na piada - existe uma grande diferença entre alegria de viver e recusa a sair da infância. Pois é, não era bom humor o que me fazia amar alguém: era, antes, sensibilidade.
Telefonemas de bom-dia, atenção a informações aparentemente banais mas que dizem muito a meu respeito, não ficar azedo e arredio por causa das minhas pequenas (ou grandes) oscilações de humor - tudo o que eu podia querer. Quase tudo. Tenho personalidade forte e só sobrevive ao meu lado um homem que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas tenho que sentir que quem está comigo é um homem de verdade e não um principezinho criado pela avó. Quero ser domada, tomada. Mais uma vez minha certeza caiu por terra: nem inteligência, bom humor ou sensibilidade eram o que me fazia amar alguém. Era - isso, sim - virilidade.
Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha, ser jogada na mesa de jantar sem tempo pra pensar no que está acontecendo, só sentir e saber o tesão incontido daquele homem por mim. Ser desejada com urgência e paixão é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta, pelo menos não depois da décima trepada monumental: quando acaba o suadouro, o que resta? Se pouco importa o saldo, o que interessa mesmo é a movimentação, então estamos feitos. Mas, se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhada de carinho. Taí: pensei, então, que carinho era a pedra fundamental pra despertar meu amor.
Mas logo descobri que não era. Carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora para alguém que pouco nos importa mas a quem também não queremos mal. Não bastava, era muito pouco. Daí constatei que o essencial para que eu amasse alguém era notar no outro a vontade de ficar, o desejo de estar comigo. Constatei coisas demais e fiquei paralisada diante do ideal que havia criado: absurdo e fictício.
Hoje sei que toda enumeração é uma estupidez e qualquer tipo de formulário emocional, uma passagem sem escalas pra frustração. Claro que gosto de homens cultos, atenciosos, interessantes, divertidos e viris - seria mentira negar. Mas a verdade é que, para que eu ame alguém, basta que eu ame alguém. Porque, quando se precisa justificar o amor, é porque ele não existe. Simples assim."
[Perfeito né?]



É mais ou menos assim: eu sou a Jen, tenho 28 anos, sou formada em Jornalismo e em Letras, pós-graduada em Marketing, professora de inglês e agora querendo ser webdesigner. O cachorro mais lindo do mundo é um Cocker Spaniel chamado Adam e ele é meu. Amo música e minhas maiores frustrações são não saber tocar nenhum instrumento e ter uma voz que digamos, ninguém quer ouvir cantando. Não sou de balada, sou de lua. Definitivamente dinheiro resolveria boa parte dos meus problemas, mas como não ligo pra ele e nem tenho, vou andando a trancos e barrancos com meus problemas reais e imaginários. Sim, porque minha imaginação é foda. Tenho poucos e bons amigos, alguns quase de berço. Também tenho poucos e bons sonhos. Tenho um coração burro, humor inconstante e muita, muita TPM. Adoro perfumes, chocolate, junk food, séries americanas, fazer coisas de mulherzinha e ler literatura para mulherzinha. Mas isso em hipótese alguma significa que eu sou mulherzinha. Nunca sei exatamente qual a cor da moda mas sei todos os filmes que vão estrear na próxima semana no cinema. Eu gosto de praia mas prefiro serra. Gosto de calor mas prefiro frio. E tenho certeza que nasci no lugar errado. Amo cidade grande embora eu odeie trânsito e poluição. Aliás, meu sobrenome é contradição.

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